No dia 4 de novembro, o Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQUSP) prestigiou Ana Maria da Costa Ferreira, docente do Departamento de Química Fundamental, como ganhadora do Prêmio Rheinboldt-Hauptmann de 2025. Concedido anualmente, o prêmio tem como objetivo homenagear pesquisadores por suas contribuições científicas nas áreas de Química e Bioquímica. Em cerimônia, Shaker Chuck Farah, vice-diretor do Instituto, e Henrique Eisi Toma, professor do Departamento de Química Fundamental, entregaram a placa do prêmio à docente em meio aos demais colegas de trabalho presentes no evento.
A cerimônia se iniciou com a introdução de Farah sobre a carreira de Costa. Graduada em Química (1971) e doutora em Físico-Química (1976) pelo IQ, realizou seu pós-doutorado em Química Biológica na Universidade Tor Vergata de Roma, Itália, e com foco em espectroscopia de ressonância paramagnética eletrônica (EPR) na State University of New York em Albany, Estados Unidos. É professora titular do Instituto desde 2002.
Após a fala do vice-diretor, Toma foi à frente do auditório e compartilhou algumas lembranças e trabalhos que tiveram a participação de Costa. Em sua apresentação, diversas fotografias foram incluídas, representando momentos significativos do IQ. Segundo ele, a docente estava presente em todos os eventos e ocasiões e “integrada na alma do Bloco 2”, onde trabalha até hoje. Assim, imagens de festas, inauguração de laboratório, grupos de pesquisa e encontros ao acaso compuseram a apresentação. Por se interessarem por áreas de pesquisa próximas, Toma e Costa desenvolveram alguns projetos em conjunto, como os livros “Nomenclatura de Química Inorgânica” e “Química de Coordenação”.
Durante sua fala, Toma também destacou a importância da docente na continuidade das aulas de Química durante a pandemia da Covid-19. No período, ele desenvolveu um kit com ferramentas que os alunos pudessem utilizar para realizar as atividades práticas em suas casas. Costa o auxiliou nesse processo, principalmente com o envio dos materiais para os alunos.
Logo em seguida, a professora realizou uma palestra com o tema “Engendrando moléculas com Atividade Biológica”. Para tanto, discorreu sobre sua trajetória na ciência, desde a graduação até os trabalhos desenvolvidos recentemente.
“Eu me formei aqui, completei a minha formação fazendo estágios fora e depois trabalhando. E acho que a minha maior virtude, ao preparar o serviço, é convencer as pessoas a trabalharem comigo, e também não recusar trabalhos.”
Ana Maria da Costa Ferreira
O desenvolvimento da docente no Instituto foi marcado por sua constante participação nas atividades. Ela destaca que, apesar de ser quieta, era muito participativa. “Eu assistia às aulas, aos seminários, ia nas festas das sextas-feiras, nas festas juninas, dançava quadrilha, ia nas viagens para Ilhabela e também nas passeatas”, completa.
Sua trajetória acadêmica se iniciou em Química de Coordenação, durante sua Iniciação Científica. Posteriormente, em seu doutorado, focou em estudar um complexo de manganês. Por volta do mesmo período em que finalizava sua tese, ela prestou concurso para docente no IQ, ainda sob a perspectiva de Química Inorgânica. Ao longo da apresentação, ela explicou algumas pesquisas que desenvolveu durante os últimos anos, o que destaca a evolução dos seus trabalhos.
Por Ana Santos | Comunicação IQUSP
