‘Alunos na Ciência’ incentiva a participação de estudantes em pesquisas científicas no IQ

No dia 9 de outubro, o Departamento de Bioquímica do Instituto de Química realizou o evento “Alunos na Ciência”. Organizado anualmente, o projeto visa aproximar os graduandos das pesquisas desenvolvidas pelos docentes, pós-graduandos e demais estudantes de Iniciação Científica.
 
Com estandes localizados no corredor principal do Instituto, os alunos puderam transitar entre diferentes apresentações de pesquisa e tirar dúvidas sobre os diversos assuntos. Os que expunham seus trabalhos aproveitaram a oportunidade para convidar os demais estudantes a integrarem os grupos de pesquisa e darem continuidade aos materiais desenvolvidos.
 
Alunos de IC incentivam os demais estudantes a realizarem pesquisas
[Imagem: Comunicação IQUSP]
 
Um dos trabalhos apresentados foi “Como nossos genes afetam os cheiros que sentimos?”. Desenvolvido por Rafaella Naressi, o estudo analisa como o olfato de povos da Amazônia e do México percebe odores diferentes de um mesmo elemento. Durante a apresentação, Naressi demonstrou na prática a base de sua pesquisa, permitindo que os estudantes sentissem o cheiro de um líquido e depois contassem o odor que sentiram. Enquanto alguns não sentiram nada, outros pontuaram a presença de hortelã – ainda que este elemento não estivesse presente na composição.
 
A professora Maria Teresa Machini, do Laboratório de Química de Peptídeos do IQUSP, também aproveitou o evento para apresentar a variedade de estudos que podem ser desenvolvidos por meio dessas pequenas moléculas. Machini destacou que a proliferação de fungos e bactérias devido às mudanças climáticas, bem como a sua resistência aos remédios existentes, tornam importante a realização de estudos voltados à atuação dos peptídeos. Esse argumento tem relação com o incremento de peptídeos antimicrobianos, que são responsáveis por atuarem na defesa do organismo contra patógenos. Assim, de maneira visualmente dinâmica, a docente organizou as diferentes aplicabilidades dos peptídeos estudados.
 
Docentes apresentam um pouco das pesquisas que desenvolvem
[Imagem: Comunicação IQUSP]
 
Sob orientação de Déborah Schechtman, outro grupo apresentou uma pesquisa sobre o potencial analgésico do peptídeo TAT-pQYP. O trabalho busca entender a atuação desse peptídeo e a sua interação com outras moléculas no desenvolvimento de medicamentos.
 
Novos pesquisadores
 
Antes da exposição dos trabalhos, o docente Sandro Roberto Marana realizou uma palestra com o objetivo de explicar como funciona o processo para realizar uma Iniciação Científica. Inicialmente, ele apresentou as áreas de pesquisa que existem no IQ, demonstrando a variedade de grupos nos quais os estudantes podem se integrar. “É uma atividade extremamente interativa e todos podem participar. Basta você trazer ideias, pensamentos e integrar um grupo de pesquisa. E a porta de entrada para o grupo de pesquisa é a Iniciação Científica”, completa.
 
Sandro Marana fala sobre a Iniciação Científica no IQUSP
[Imagem: Comunicação IQUSP]
 
Marana também explicou que há dois meios de se obter uma bolsa de pesquisa durante a graduação: pelo Programa Unificado de Bolsas (PUB), das Pró-Reitorias de Graduação, Pesquisa e Inovação, Cultura e Extensão e Inclusão e Pertencimento; e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Enquanto a primeira tem um único edital aberto anualmente, a segunda pode ser solicitada a qualquer momento.
 
O docente destaca que o aluno não consegue acumular duas bolsas de pesquisa ao mesmo tempo, em ambas as modalidades. Entretanto, essa restrição não se aplica ao auxílio-permanência fornecido pela USP, que continua sendo depositado ao estudante mesmo que ele esteja realizando uma pesquisa. A bolsa costuma ter duração de um ano e, ao fim dela, o aluno pode optar por mudar ou continuar no mesmo grupo de pesquisa.
 
Por Ana Santos | Comunicação IQUSP
 
Data de Expiração: 
01/01/2030

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